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Literatura

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Há muitos jovens que querem se tornar independentes desde cedo e ter a sensação de “liberdade” e não depender de ajuda financeira. Entretanto, para embarcar nessa aventura é necessário planejamento para que nada dê errado e não se torne mais um “jovem rebelde”. Mas, infelizmente, essa juventude rebelde ainda existe e acaba prejudicando a si, como também a quem está ao seu redor.E essa realidade foi retratada pelo jovem escritor brasileiro Gutti Mendonça. Ele é autor do novo lançamento da Editora Évora, pelo Selo Generale, “A Diferença Que Fiz”, que traz a história de um menino rico, Arthur Zanichelli, órfão de mãe que, por meio de um comportamento rebelde, quer a todo custo chamar atenção do pai. A vida dele ganha novo rumo depois que ele provoca um acidente e atropela um rapaz. Entre busca de valores e aprendizados, a narrativa apresenta uma visão mais clara das pessoas que devemos dar valor e das mudanças que precisamos fazer em nós mesmos.

 

A DIFERENÇA QUE FIZ

Gutti Mendonça traz uma história que aborda relações humanas e como uma doença pode modificar comportamentos

A literatura juvenil brasileira vai muito bem. Muitos jovens descobrem o poder de contar uma boa história antes dos 30 anos e resolvem desenvolver esse dom. Foi isso que aconteceu com Rogério Mendonça, o Gutti, que está lançando pelo selo Generale, da Editora Évora, “A Diferença que Fiz”, e traz a história de um jovem bem nascido, Arthur Zanichelli, órfão de mãe, que se rebela contra o pai em uma atitude destrutiva.

 

Depois de se envolver em um acidente, em que ele atropelou um jovem e destruiu mais um carro, o pai de Zanichelli decide “abandoná-lo” em um hospital especializado em tratamento de crianças e jovens com câncer. Lá, Arthur conhece meninos e meninas e se aproxima de pessoas de sua idade, o que provoca uma verdadeira revolução em seu comportamento.

 

“A Diferença que Fiz” é uma história de redenção e de relacionamento, já que seu personagem central, o jovem e rebelde Arthur, começa a repensar sua vida a partir do sofrimento das pessoas que ele conhece durante sua estada no hospital. Ele vai conhecendo os pacientes e se preocupa com o estado de cada um – Luca, Tiago, a menina Sara e Yasmim, por quem se apaixona.

 

“Estou falando do futuro. O futuro é capaz de fazer o que você estiver disposto a fazer. Se uma diferença positiva na vida de algumas pessoas é o que você quer fazer, o futuro vai estar lá para que você atinja esse objetivo. Para o futuro, não importa se você tem só mais um dia pela frente ou um século, nunca é tarde demais”. E Arthur refletia cada vez mais em sua vida e na diferença que pode fazer, a partir de então.

 

“A Diferença que Fiz” é uma história de relações humanas, comportamento das pessoas diante de uma doença terminal e como tudo isso pode modificar um ser humano é o novo lançamento da Editora Évora, pelo selo Generale e está disponível em todas as livrarias ou pelo www.editoraevora.com.br

 

SOBRE O AUTOR

Rogério Mendonça (Gutti) é consultor de negócios e começou a escrever por lazer. Publicou seu primeiro livro, “O preço de uma lição”, em 2011. Após o retorno positivo, não parou mais de escrever para o público jovem e adolescente em colunas na internet e nas redes sociais. Lançou seu segundo livro, “Mais uma chance”, em 2013. Acompanhando o amadurecimento de seus leitores, traz agora “A diferença que fiz” com uma temática madura e menos adolescente.

 

 

 

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Leopoldo Feldens - divulgação
Ecologista gaúcho, Leopoldo Feldens apresenta, amparado em fatos históricos e contemporâneos, relatos sobre monocultura, extrativismo, favorecimento político, lixo urbano, transgênicos e uso exagerado de pesticidas, reiterando à necessidade de uma nova visão da questão ambiental··As relações do homem com o meio ambiente sofreram modificações relevantes ao longo dos tempos. Grandes conflitos são gerados em todo mundo, especialmente, em virtude do crescimento econômico ser priorizado em detrimento a preservação dos recursos naturais. Numa profunda reflexão sobre este tema, o engenheiro agrônomo gaúcho, Leopoldo Feldens apresenta o livro Ainda Há Tempo.

Na publicação, que ganha lançamento em dezembro de 2014, Feldens traz sua percepção sobre os efeitos gerados a partir do mau uso dos recursos naturais e ambientais, relatando as experiências colhidas em mais de 40 anos de envolvimento com a ecologia.

Ele também narra fatos políticos ocorridos em Brasília (DF) e a pressão para liberar projetos mal implantados, com favorecimento aos reflorestadores de Pinus e outras exóticas.

 

Ainda Há Tempo traz também relatos sobre os transgênicos, lixo urbano e o extrativismo no Brasil.

A necessidade e importância da preservação ambiental às próximas gerações também são fortemente destacados pelo autor, que mantém um relato otimista em relação ao futuro.

Ele acredita que é possível reverter o quadro caótico do nosso planeta. Para tanto, sugere ao leitor ações urgentes e necessárias na redução dos efeitos causados pela ação humana. “Nosso objetivo é motivar uma ampla discussão em torno dos graves problemas ambientais que temos enfrentado, sugerindo alternativas. Por isso a escolha do título, acreditamos que ainda há tempo”, conclui autor.

Serviço
O quê: Lançamento do Livro Ainda há tempo. Autor Leopoldo Feldens
Quando: Dezembro de 2014 / Editora: Odisséia / Preço Sugerido: R$ 35,00 / Número de Páginas: 231

Evidência Press – Assessoria de Comunicação
www.evidenciapress.com.br
Edith Auler e Marioni Auler – jornalistas / 51 3028 8590 / 9267 6321 / 9546 8179

 

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Canappele

 

 

Trecho do texto da orelha do livro, escrito por Marina Lima:


“Ismael Caneppele é o espírito mais livre que tenho encontrado por essas redondezas chamada Brasil. E o título desse livro (e) não é à toa. Buscar o âmago das coisas, viver sem ornamentos e amar isso, é puxado. Mas não se trata de escassez, e sim de meta muito bem traçada.”

Trecho de “Só a exaustão traz a verdade”

O PrOA (Zero Hora) antecipa nesta página excertos de publicações no prelo ou às vésperas do lançamento. Leia a seguir trecho de um dos contos incluídos no novo livro de Ismael Caneppele, Só A Exaustão Traz a Verdade. Colunista do caderno PrOA, autor do romance Os Famosos e os Duendes da Morte (adaptado para o cinema por Esmir Filho), Caneppele reúne neste volume, organizado por Kelli Pedroso, contos sem título que abordam, em uma linguagem lírica e tensionada ao limite da poesia, a solidão do indivíduo no universo urbano. Há também textos sobre Berlim, onde o autor morou em 2011.
“Reaprendo a fechar as portas que, por algum tempo, ficaram abertas. Por isso, os suicídios diários. Uma conta desativada. Algum outro off-line. Tudo fora de hora. Evitar carências alheias é uma forma válida de desnutrir a autoestima. Se o outro sofre perto de mim, e isso me faz feliz, melhor ficar sozinha. As engrenagens se desgastam por esforços inúteis. É preciso nunca dar ouvidos ao apelo fácil. Saber dizer não para o outro é saber dizer sim para alguém. Eu mesma.
Quando paro, quase tudo volta a acontecer dentro do tempo. Talvez, seja tudo sobre a calma que cada um designa para si. Ou autossuficiência. A decorrência daquela mesma paz interna.
Aprendi a ceifar com meu avô. Homens. Aprendi que o inverno é tempo de poda, foda, e de aparar excessos. Estou, cada vez mais, na iminência de me deletar do seu grupo de contatos. Não é ruim. É apenas confortável a certeza do não precisar mais ter que vir a ser outra, o tempo inteiro. Estou cansada de me mim. Dessa eu que sempre fui.
Minha mãe diz que ainda é muito cedo para eu já ter tanta certeza das minhas opiniões. Ela diz que ainda não vi nada da vida. Que apenas um terço dela havia se passado. “Eu já estou na metade, já vi muito mais do que você”. Pensei em perguntar de onde vinha essa certeza de que ela estava na metade, e de que eu estava no um terço. Pelas contas, ela morreria aos cento e doze, e eu, aos noventa e três.
Nossas balanças pesaram quase o mesmo quilo no restaurante. Sentamos em uma mesa. Éramos só uma mãe e uma filha realizando juntas alguma atividade útil. Comer. Ela pergunta como está a minha vida, e eu respondo que a minha vida até que está bem boa, dentro do limite do suportável. Ela pergunta se é caso de internação, digo que ainda não. Ela confia em mim. Desde pequena, aprendi a pedir sempre que precisava apanhar. Depois, pagamos nossas contas, e descemos as escadas até a garagem. Numa mesa perto da entrada, quatro servidoras públicas comemoravam o aniversário de uma delas. Da única que conseguia ser magra.
Minha mãe estava de folga, e resolveu que me levaria ao trabalho. Fazia calor demais para ir andando. Eu devia criar vergonha na cara. Eu devia comprar um carro. Um Fiat. Qualquer porcaria. Vender a bicicleta e parar de correr riscos. Ou dar a bicicleta para alguma sobrinha com mais de dois terços de vida pela frente. Mas sou filha única. Jamais terei sobrinhos.
Quando parou em fila dupla para eu descer, os motoristas buzinaram. Atrás de nós uma fila de engarrafados. Do outro lado da rua duas vans despejavam todas as crianças do mundo para dentro da escolinha. Nenhum carro de nenhuma mãe obstruía o trânsito da uma e meia da tarde. Só o da minha. Há um tipo de carinho materno que quase não existe mais: as mães congestionando o trânsito. Agora tudo é van.
Ela perguntou se eu tinha dinheiro para o lanche. Bati a porta sem responder. Do lado de dentro do vidro, parada, olhando para as minhas costas. Tentando entender como saí de dentro dela. Se perguntando por que eu não tinha um namorado.
Os carros buzinavam. Motoristas sonolentos arrotavam à la minuta, debaixo do sol quente. A tarde triste é de verão. Vi quando seus cabelos, quase loiros, olharam para as crianças do outro lado da rua, e se encheram de saudade de um eu que um dia fui. Depois, olhou para mim, e a realidade do tempo era um metro e meio de mulher. E um braço gordo acenando tchau.”