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Estilo de Vida

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Desde a década de 80 começou a pesquisa sobre o comportamento da mulher madura, como ela se comporta na famosa denominação – terceira idade, mas ainda se está com uma lacuna referente ao consumo de moda desse nicho crescente da sociedade.

Considera-se que a idade de 60 anos seja denominada de “Terceira Idade”e nos países desenvolvidos 65 anos, fato que discordo como uma “Coolhunter” principiante, pois a mulher e o homem estão nessa faixa etária muito “inteiros” e ativos na sociedade em que estão inseridos.

Acredito que a partir dos 70 anos podemos denominar como Terceira Idade em uma população de média e alta renda, porque são pessoas que tem uma alimentação mais saudável, mais condições de procurar uma prevenção de saúde e um comportamento social super interativo.

Logo, usar os termos “Idosa” e “Terceira Idade” hoje em dia, é muito delicado, pois pode deixar algumas pessoas ofendidas, porque não se sentem idosas e muito menos velha. Trabalham ainda, divertem-se muito e sua vida é muito produtiva ainda.

Assim, a Consumidora Madura hoje em dia, está muito exigente e com poder aquisitivo significativo, pois na maturidade ela já amealhou um “pé de meia”que pode fazer dela uma consumidora promissora.

Vou colocar aqui, algumas fotos de mulheres que se vestem muito bem na maturidade e que querem mais atenção como consumidoras.

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Com a entrada do século XXI, muitos predicativos foram atribuídos as mulheres. Liberdade as Mulheres, empoderamento da Mulher, esse predicativo é o mais recente.

Só que tudo tem um preço, e as mulheres já começaram a pagar esse preço, cobrado pela sociedade, pelo corpo, pela família e por incrível que pareça, por elas mesmas.

O assédio ficou maior, os maus tratos contra a mulher, cresceram muito, o relógio biológico que não se pode mudar, está deixando as mulheres mais estressadas ainda, o cuidado com a “beleza”, está a cada dia mais sendo cobrado por elas e pelas outras que orbitam a sua volta.

As mulheres “são sacanas” tanto quanto o homem, mas a mulher tem um que de maldade velada nos seus atos, quando não gostam de outra. As mulheres muitas vezes não ajudam outras mulheres, porque julgam mais que o homem, e isso é fato, deixando muitas vezes elas em maus “lençóis” quando descobertas.

As mulheres acharam uma maneira de se proteger, criando encontros de networking, assim, se conversam, trocam figurinhas e se apóiam e se “unem”. Se sentem mais poderosas e mais confiantes com a formação de um grupo onde são apoiadas.

Estou tendo dificuldade de descrever o que é empoderamento, mas já se sabe que é ter poder para decidir, argumentar e ser mais “eu”.

Mas não consigo internalizar essa expressão Empoderamemto da mulher, acho muito machista e dominadora, a mulher pode e deve lutar pelo seu espaço, mas não usando e nem levantando a bandeira contra ela própria.

Mulheres precisam ter seu espaço, seus alcances profissionais, mas jamais esquecer que ela precisa ter uma família, um lar para chamar de seu.

Vejo que as mulheres que mais lutam pelo famoso predicado Empoderamento, não estão se dando conta que os anos passam e é precisam dosar urgentemente essa luta pelo poder. Homens e mulheres têm direitos iguais, mas o cuidado e a cautela são algo elementar em qualquer luta.

Ter um lar é complicado, é sim, pois ainda vivemos em uma cultura machista, mas empoderando-se como quer, a luta fica no final solitária, pois ao lutar, a mulher tem que abrir mão de seu lar com filhos e companheiros e mais tarde, quando atingir a maturidade, isso vai fazer muita falta.

Não estou aqui contra a mulher, somente, escrevendo o que tenho observado.

Essa geração que está aqui hoje foi criada em escolinhas desde cedo, pelos avôs e até mesmo alguns, pelas babás. É uma geração que tem tudo, pois a compensação acaba acontecendo inevitavelmente e isso se transforma em uma bola de neve, que prejudica exclusivamente esses jovens que estão saindo de seus ninhos para alçar vôo em uma sociedade que eles não vão gostar e vão ficar apáticos, porque não saberão acatar regras, serem empreendedores e firmarem nesse seu negócio. Qualquer dificuldade, ou um “não” dito por um superior, é motivo de saírem para começar outra coisa.

O que está faltando?

A meu ver, vejam bem, algo muito subjetivo – a falta de uma célula familiar equilibrada e com presença de “pais” para darem exemplos e regras, no futuro não teremos seres capazes de decidir, empreender e até mesmo de não saberem transmitir afeto, amor, regras, respeito.

Acredito que deveremos nós mulheres, pensar em amenizar um pouco esse famoso empoderamento que tanto se alardeia por aí.

Sinto muito se decepcionei algumas mulheres, mas aqui só expresso meu pensamento e nada diz que ele é correto para quem ler.

 

 

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Sim, se você não se cuidar a tacocracia vai te pegar!

Li sobre isso no livro do Mario Sérgio Cortella e achei muito interessante e muito pertinente para os dias em que estamos vivendo.

Tákhos em Grego (rápido)

Estamos próximos, de uma tacocracia, pois a pressa não é mais inimiga da perfeição e nem devagar se vai mais longe. Isso tudo quer dizer que não temos mais tempo, vivemos numa rotina de rapidez organizada e às vezes desorganizada.

O relógio não é mais olhado para ver as horas e sim quanto falta para se estar em um determinado lugar ou se falta muito para terminar algo que recém começamos.

Não conseguimos esperar mais por algo que antes era normal. Hoje perguntamos ao entregar um produto para conserto – vai demorar?

Vai demorar o jantar?

Sendo, que você chegou a casa depois de um dia de muito trabalho, e seria um momento para tirar a roupa, colocar algo confortável, tomar um vinhosinho (quer que eu indique?), uma cervejinha ou o que gostar mais.

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Relaxar, conversar com os filhos ou companheiro (a), mas não, tem a novela, tem o programa de esportes, tem o noticiário e depois o filme que queria ver e assim, vai.

Onde está o relax? Esqueceu que também é saúde relaxar?

Esqueceu que existe alguém morando na casa com você?

Esqueceu que você também existe e não é um robô?

Tem alguma coisa errada nessa turbinação toda. Você não acha?

Pena mesmo, mas a tacocracia vai te pegar, ou já te pegou.

Pense nisso!

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Casamento Homoafetivo

No final do mês de setembro a capital gaúcha foi incluída na lista de destinos gay-friendly certificados pela Embratur, ou seja, cidade receptiva ao público LGBT. A decisão foi inédita e importante para todos que concordam que amor é amor em todas as suas formas.

No dia 11 de novembro, Porto Alegre dará mais um passo em prol da causa. Com apoio da Prefeitura Municipal, Secretarias do Turismo e de Livre Orientação Sexual, a “Expo Entre Iguais” vai abrir as portas na Mansão Isla com 35 estandes dedicados exclusivamente para casais homoafetivos que pretendem celebrar a união com todo o requinte e glamour que a ocasião merece.

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Para eternizar todas as formas de amor, a praia de Tramandaí foi o local escolhido para registrar momentos do amor de Vinicius Blum e Marcelo Azevedo. O casal foi clicado pelo fotógrafo Cesar Dutra numa sessão romântica nas areias do litoral gaúcho. A Personal Stylist Denise Birk foi a responsável pelos looks. Este e outros ensaios estarão expostos na mostra.

Na ocasião, também acontecerá o lançamento da edição 22 da Revista Eléve. A publicação tem periodicidade trimestral e traz Miltinho Talaveira na próxima capa.

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A Expo Entre Iguais será realizada no dia 11 de novembro de 2015, das 16h às 22h, na Mansão Isla, localizada na Rua do Pescador, 113, no Arquipélago Ilha das Flores em Porto Alegre.

 

 

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Excesso de estímulos

“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

 

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Geração triste

“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

 

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Dor compartilhada

“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

 

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Intimidade

“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeiras, menos informações

“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!

“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”

Conselho final para os pais

“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”

 

Fonte indicada: M de Mulher

 

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Companheirismo, o simples prazer de estar na companhia um do outro, é o termo que surge muito frequentemente em conexão com a independência adquirida depois de uma longa caminhada.

Porém…

Quase um quinto das mulheres com idade entre 50 e 60 anos, é divorciada. O divórcio hoje em dia não está mais deixando a mulher tão apavorada como em décadas atrás. As dificuldades que encontram pela frente, não são fáceis, desde o emocional até o financeiro. – Para essas mulheres de outra geração é bem complicado.

Assim que o divórcio é concluído, muitas delas emergem revigoradas por saber que nunca mais serão tão dependentes. Dizem estarem muito melhor do que antes, quando estavam casadas.

A tensão constante em um casamento e de discussões frequentes, pode provocar hipertensão, reduzir afetar a imunidade e tornar mais lenta a cura de ferimentos e até ataques cardíacos.

É mais ou menos do céu ao inferno um casamento de longa data em que o casal não se entrosa e insiste em ficar junto. Mas existem casamentos que há uma cumplicidade e um entrosamento tal entre os dois, que com os anos o companheirismo trilhando juntos na estrada da vida, se torna algo benéfico na velhice e doloroso na partida de um deles.

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E pensando bem, não sei se na geração das pessoas que estão hoje com 50,60 ou 70 anos era mais tranqüilo um casamento, do que essa geração de agora que troca de parceiro assim que surge uma dificuldade.

Noto que não há mais tanta tolerância entre os casais de hoje em dia e a família formada por alguns, já não é mais tão importante como na geração de seus pais.

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” Teve momentos em que fiquei revoltada com as dores que me atrapalham e limitam.

É como se o corpo quisesse ir para a direita e você para a esquerda.

Mas depois vi que não adiantava.

Levantei e fui em frente.

A cabeça se organiza para isso.”

(Irene Ravache, 70 anos)

Extraído do livro – A Revolução das 7 Mulheres ( Marcia Neder)

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Todos vocês sabem que quando comecei a escrever sobre a maturidade, foi um espanto só nas mídias, para algumas mulheres, e porque não dizer, para mim mesma.

Faz oito anos que escrevo,viajo, pesquiso, falo em programas de TV sobre a mulher madura, e de um ano para cá, estou notando um “algo” confortável no ar quando se fala dessa mulher que está a cada dia mais em evidência.

O meu primeiro site se chamava “Nos Passos da Maturidade”, mas devido a tantas caras torcidas, tantos nãos que recebi, uma empresa digital achou melhor eu trocar o nome para “Conversando com Miréia”.

Posso dizer seguramente para vocês, que funcionou, porque a palavra “Maturidade”, não é confortável para a maioria das pessoas dizerem e nem saberem que estão nela.

Quando fui a São Paulo pela primeira vez, na Editora Abril Cultural, fui recebida pela Angélica Santa Cruz que na época dirigia era a Editora-Chefe da Revista Lola, e ela achou tudo muito apropriado sobre minhas cobranças da Mulher Madura “ser notada” pela sociedade. A editora-chefe da Revista Cláudia, nem quis me receber, pois estava “muito ocupada”. Sai de lá chateada, mas com a certeza dentro de mim, que já estava dando um passo no caminho certo. Passaram-se alguns anos, estive agora em abril de 2015 na Editora Vogue Brasil, porque levantei uma polêmica sobre esse assunto em uma palestra aqui em Porto Alegre sobre porque a Mulher Madura não tinha vez na moda das revistas?  Com toda polêmica formada entre a platéia e palestrante, fui a São Paulo novamente conversar com a Diretora de Moda da revista Barbara Migliori, fui recebida em um momento meio constrangedor, e o pouco que pude falar, senti um “ta e aí?”no ar. Na realidade a editora-chefe não se mostrou muito interessada, mas elogiou educadamente meu trabalho, dizendo que eu era uma desbravadora no assunto e me despedi  com a sensação de vazio.

E no mês de Junho, qual minha surpresa quando descobri um livro chamado “A Revolução das 7 Mulheres” da Jornalista e escritora Marcia Neder. Desdobrei-me em mil, mas o livro chegou a minhas mãos semana passada e pensei assim que abri o pacote do Sedex, vou devorá-lo agora mesmo. Ficção minha, pois a cada página lida, eu parava, pensava, e mentalmente deixava meus pensamentos e minhas interrogações criarem formas. Senti-me mais ainda, uma “old boomer”, que quer dizer a velha geração dos nascidos nos anos de 1946 e 1964, nascidos pós guerras.

Senti meu peito inflar, minha cabeça fervilhar, porque enfim, tinha conseguido ver alguém colocando na mídia todos os meus anseios, minhas palavras, e pensamentos. A maioria deles,  estavam escritos ali naquele livro onde a capa era da mesma cor do meu antigo site Nos Passos da Maturidade, que deixei para trás para poderem me ouvir sem preconceito.

Minhas queridas leitoras, indico a leitura desse livro!

E, para quem estiver ainda com dúvidas de quanto a Maturidade Feminina é importante para a sociedade como um todo, pode ter certeza que “A Revolução das 7 Mulheres, vai abrir suas mentes e conseguiremos mais aliadas para essa “luta”de mentes experientes frente as indústrias, a mídia e a sociedade em que vivemos.

Não consigo cogitar a idéia de que a geração “baby boomers” fique apática perante uma sociedade que tem como espelho somente a figura do novo e deixe para trás toda a experiência de uma geração que passou por várias mudanças e atuou bravamente com elas.

Acredito que seria muito produtivo para o início do século XXI, a nossa participação, afinal, mudamos demais o século XX.

 

 

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A população está envelhecendo diante de uma contradição.

Todos querem chegar a idades avançadas, mas ninguém quer “ficar velho”. O por quê dessa contradição em geral tem origem no envelhecimento de forma não saudável e que culmina, frequentemente, na dependência de outro. A eterna juventude ainda é impossível com os avanços da medicina e tecnologia atual. A alternativa ao envelhecimento é pior do que envelhecer e a longevidade, pode se tornar um problema. Principalmente quando afeta a independência… Resta-nos: envelhecer com saúde!

Já faz um bom tempo que saúde não é vista simplesmente como a ausência de doenças. Dessa forma, você pode ter doenças e ter saúde e pode também, não ter doenças e não ter saúde. Um equilíbrio entre o bem estar biológico, psicológico e social determina como é a saúde de cada um e a independência e funcionalidade podem tornar a vida plena de significado. Lembro que o envelhecimento saudável depende de cinco pilares:

– alimentação saudável;

– atividade física regular;

– inserção social;

– saúde emocional ;

– cuidado com as doenças.

Independência: a capacidade de realizar as atividades sem auxílio. É fato que há graus e tipos de dependência. E por essa definição, nunca seremos totalmente independentes uns dos outros. Mas, proponho o raciocínio: como fica a qualidade de vida de um idoso diante de restrições a sua independência? E levanto a questão porque muitas vezes, as restrições são impostas por pessoas, condições sócio-econômicas e não por doenças. “Você não pode dirigir mais!” Ou “você não pode mais sair de casa sozinho”… Assim, o que é válido é achar o ponto de equilíbrio entre a segurança e a independência para não cairmos num ciclo de limitações progressivas e consequente piora da qualidade de vida. A verdade é que um idoso pode e deve fazer tudo que quiser, desde que com segurança.

Caso você se depare com uma situação de dependência, saiba que nem tudo está perdido. Inclusive um dos principais desafios de um bom cuidador de idosos, ou mesmo de seus filhos ou pessoas que se que visem proporcionar uma boa qualidade de vida consiste em saber até que ponto ir. Não fazer pelo idoso dependente ou não, o que ele ainda consegue fazer e com isso preservar ao máximo a funcionalidade que lhe resta. Procurar dar um significado para a vida da forma em que ela está e melhorá-la sempre que for possível. Procurar manter a capacidade de vibrar e se emocionar com as conquistas dos entes queridos e da humanidade como um todo. Contribuir da forma que puder para o desenvolvimento humano, seja de forma direta ou indireta. Aí sim, o dependente e o independente estarão vivendo e não apenas sobrevivendo!

Paulo Camiz, professor, clínico geral e geriatra da Universidade de São Paulo, é colaborador do canal Longevidade

http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/longevidade,independencia-e-qualidade-de-vida,1700774

 

 

 

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“Temos hoje um razoável consenso:

Os tempos estão terríveis, difíceis,complicados; partilhamos uma época de grande intranquilidade espiritual, de inúmeros padecimentos físicos, de infinitos distúrbios existenciais, de profundos dilemas morais.

No entanto, resistimos!

A Esperança é um princípio vital, expresso na sábia e verdadeira constatação comum de que “enquanto há vida,há esperança”; mesmo face às mais intransponíveis circunstâncias achamos possível ser de outro modo, inventamos e reinventamos alternativas, recusamos a possibilidade de as realidades nos dominarem, e, sem cessar, sonhamos com o mais e o melhor.”

Ao ler esses dois parágrafos do livro de Mario Sergio Cortella, me senti mais tranquila, pois achava que estava ficando louca na célula onde habito, que estava errada no que pensava e no modo como agia.

As pessoas de fato estão comprometidas moralmente e espiritualmente e me atrevo a dizer emocionalmente. Quando expressamos nosso ponto de vista, isso se torna para algumas pessoas algo absurdo, algo avassalador para o seu viver, e nos tornamos seres odiosos para viver perto.

Hoje em dia, quase que temos que viver dentro da nossa própria casa, para não perturbarmos ninguém a nossa volta, e de preferência concordando com tudo, senão somos execrados e quase mandados para a fogueira na minúscula comunidade que se habita.

Como diz Cortella – ” Os excessivamente pragmáticos, diriam ser esta uma concepção piegas; são esses, com muita probabilidade, incapazes de compreender a esperança como produtora de futuro e aniquiladora da dureza de existir e pertencer a essa comunidade.”