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Dor

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Aos 44 anos desenvolvi uma poliartrite, onde frequentemente me faz parar.

Um pico de estresse e a predisposição genética que tenho (fui descobrir quando a doença se instalou) foi um achado para meu corpo dizer: PÁRA, CHEGA!

Andava para cima e para baixo, com minha agenda lotada e sempre rápida e ainda mãe de três filhas – não deixava de participar em tudo na vidinha delas com sapatos de salto alto, pois me sentia poderosa e super feminina.

Quando começaram as dores, a investigação demorou, e me fez ficar três meses sem andar, minha vida começou a tomar outro rumo, e foi muito difícil para mim mudar, afinal, sempre fui agitadérrima.

Bem, quando veio o diagnóstico final e comecei o tratamento no hospital, caiu à ficha super doída na minha cabeça.

Tens que recomeçar a vida diferente!

O início e a mudança como sempre, foi muito sofrida, mas pensei – essa doença veio e azar foi o dela, vai ter que competir comigo –  troquei de profissão, a maneira de calçar, (dei todos os meus sapatos) até achar os sapatos da Usaflex que hoje me acompanham em todos os meus “modelitos” e em toda parte.

Fiquei super contente com a loja que inaugurou no Shopping Iguatemi, uma loja exclusivamente Usaflex. Sapatos com designer modernos, joviais e muito confortáveis.

Sempre coloco no meu Instagram a foto do meu vestir com o sapato que combina.

Sou muito grata a Usaflex, pelo meu recomeço de andar, meu novo recomeço de vida agitada, mas não tanto agora. Continuo correndo de um lado para outro, mas agora com mais conforto e sem nenhum mal para meus pés.

A artrite existe, mas ela ficou nocauteada com o tratamento que faço, e com minha nova proposta de vida – ser blogueira. Hoje me sinto novamente elegante e feminina, mesmo com sapatos sem salto.

Espero de coração que a Usaflex continue trabalhando para o bem estar dos pés femininos.

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Bem, esses foram alguns modelos de calçados baixos, que deixam uma mulher se sentir elegante e feminina!

O que acharam?

 

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Tenho que usar óculos sempre, logo, esse acessório é imposto para mim de forma diária e constante, por isso fiquei muito triste quando meus óculos Prada foi embora.

Ao levantar até o deitar meu rosto recebe o óculos e com ele vou o dia inteiro e a noite, já faz parte de mim, nem sinto que estou de óculos e adoro trocar a armação, porque é um acessório fundamental para o estilo.

E em uma manhã de muito sol, troquei os meus óculos de grau Prada, pelos óculos escuro(também Prada) e guardei o de grau na bolsa, mas quando precisei usá-lo novamente, ao colocar a mão dentro do bolso interno de minha bolsa, percebi que meu óculos Prada foi embora, sumiu. De início pensei que tinha perdido, mas depois que fui analisar alguns vídeos que fiz e mais tranquila, cheguei a conclusão que ele tinha ido embora pelas mãos de outra pessoa.

Ao me dar conta disso, fiquei mais triste ainda, pois a sensação de impotência que toma conta da gente é frustante e indignante.

Eu adorava meus óculos Prada, era o terceiro óculos da mesma marca que tinha.

Fui na ótica e nada me agradava, nem mesmo outro Prada, ainda estava mexida com a falta de tudo, mas sem enxergar direito e com a gentileza da atendente das óticas e joalheria Safira, fomos pesquisando, até que ela lembrou que tinha um óculos reservado fazia mais de mês e era semelhante ao que tinha ido embora, porém com alguns acessórios.

Quando vi, me apaixonei e nem pestanejei, fiquei com os óculos, mas lógico, que penei uma semana sem minhas lentes e com um óculos mais fraco.

Hoje, estou feliz, pois o novo óculos chegou e nem precisei mudar o estilo, pois é semelhante ao outro.

O que vocês acharam?

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A famosa rua onde os Psicólogos e Psiquiatras habitam, e por brincadeira os moradores apelidaram de “Fobias da Silva”, vai ficar a partir do mês de Janeiro de 2015, mais triste.

Uma das Lojas mais queridas da quadra vai ter que sair na marra de onde esteve durante 10 anos.

A Loja Maria Teresa Objetos Decorativos, com suas peças artesanais e algumas feitas à mão pela própria dona, vai fechar as portas.

 

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A quadra tem duas festas de rua, uma em março no aniversário da Loja e outra em dezembro, onde festeja com os vizinhos o Natal.

Isso não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar triste!

 

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Quando se passa na calçada da Maria Teresa Objetos Decorativos, nos deparamos com um cavalete onde toda a semana está escrito uma frase diferente e com um recipiente enfeitado a frase da semana repousa ali em pequenos papeizinhos para as pessoas que passam pela calçada e possam levar.

Isso não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar triste!

 

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Em todas as datas comemorativas a Sanduicheria Primavera – que é famosa em Porto Alegre, se junta à loja “da Maria Teresa” e com o Joãozinho do Sax, ou um coral, ou algum músico, fazem a alegria da rua e da vizinhança. Dá um gostinho de cidade pequena onde todos se harmonizam, todos se cumprimentam, todos se abraçam e todos confraternizam.

Isso não vai mais existir…

A Rua Tobias da silva vai ficar triste!

 

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Sabe aquele banco na calçada Cor de Rosa choque como na música que Rita Lee canta e que todos passam e dão aquela sentadinha para trocar uma palavrinha com a “Maria Teresa”? ou pegar uma balinha e um sorriso radiante com a Berenice?

Não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar triste!

O Coelho Tobias que enfeita a calçada no banco ou na bicicleta enfeitada de flores, para alegria da criançada e dos adultos na Páscoa?

Não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar Triste!

 

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Aquela imensa guirlanda de Natal, onde todos que passam se colocam dentro para serem fotografados felizes?

Não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar triste!

E aos amigos que se encontraram em frente à loja na passagem pela calçada, Mario Kerber, Ana Luiza Gonçalves, Ana Maria Oliveira, Tereza Yustas, Maria Cecília Fraga, Beto Ribeiro, Lúcia Reali, Déia Ferreira,Norma Lecey, Aldo Duarte, e tantas outras pessoas que se citar aqui, preencherei essa folha e não conseguirei dizer o que estou sentindo -Uma indignação profunda pela falta de consideração de locadores que parecem que não sabem que a negociação existe, bom senso existe, decência existe e caráter também – deixo meu abraço e um vazio interno que tomou conta de mim, porque sei que:

Não vai mais existir…

A Rua Tobias da Silva vai ficar triste!

Bem, posso dizer somente que “Se essa rua fosse minha eu a mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhantes”, para todos passarem e nada acabar tão bruscamente como vai ser.

Mario Quintana disse em um dos seus versos:

“ Dentro da noite alguém cantou.

Abri minhas pupilas assustadas

Ave noturna…

Minhas mãos, velas paradas

Não sei que frêmito as agitou!”

Infelizmente eu Miréia Borges sei o que me fez abrir a janela e olhar, foi à tristeza que tomou conta da Rua Tobias da Silva com o fechamento da nossa Maria Teresa Objetos decorativos e com ela, os sonhos de uma rua alegre e festiva, que um dia existiu e que naquele instante percebi – Que não vai mais existir…

 

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Quando fiz 40 anos entrei em surto, pois comecei a pensar que agora não tinha mais volta, entrei na casa dos “enta” e daí para frente só o que me esperava era a velhice e a decadência corporal.

Eu que adoro festejar aniversário, nesse ano não comemorei nada e fiquei em casa amuada, deprimida e pensativa.

Com o passar do tempo, não sei se foi por acaso ou fatalidade, tive que fazer uma cirurgia e retirei o útero, passaram-se quatro anos tive dores horríveis nos pés, subiram para o joelho e fiquei três meses sem andar, até descobrirem que eu tinha desenvolvido uma poliartrite, bem, não preciso dizer que minha auto- estima já tinha batido asas e voado para bem longe, me deixando perdida no meio da vida.

Sofri um tempo, até que um belo dia, abri os olhos e resolvi que tinha que mudar, fazer algo, aquilo não me pertencia, meu corpo inchado de tanto corticoide e minha família para variar, perdida em como me tratar, tolerar ou até mesmo conviver com aquela pessoa que não era a que eles conheciam. Não podia ficar assim.

Voltei a estudar, fiz cursos, trabalhei em áreas que jamais imaginei, e assim, fui até os 50 anos, onde senti que tinha que subir outro degrau na minha evolução pessoal e mudei novamente.

Troquei os cabelos pintados de castanho por mechados e agora aloirados e brancos.

Procurei uma nutricionista para fazer uma reeducação alimentar, emagreci um pouquinho, pois dos 57 quilos que tinha, engordei 18 quilos e agora perdi 5 quilos.

Para muitas pessoas próximas, e até mesmo meu companheiro, sempre diziam : “estás muito “gorda” ! o que me deixava chateada.

Quando ia comprar roupas, e até hoje, eu paro, suspiro e experimento. As vezes, choro, penso, me encolho como um caramujo, mas quando decido sair do casulo, apronto das minhas como dizem.

Hoje com 57 anos, vó de uma linda menina, sou blogueira, luto para que me leiam pois meus assuntos não atraem muito as outras mulheres de minha idade, mas eu sigo a estrada, e que quando olho, acho ela tão longa e tão cheia de curvas.

Mas…paciência, sigo.

Estou mais ou menos com meu corpo, continuo olhando para outras mulheres e sei que não vou conseguir voltar aos meus 57 quilos, até porque, eu ficaria horrível, uma madura cheia de pelancas.

E outra coisa que cheguei a conclusão, somos sexy mesmo com o passar da idade, é só descobrir os pontos atraentes e nos jogarmos na vida com alegria e muita força de vontade.

E quem disse que mulher não tem força de vontade?

É ruim, hein!!!!!

Casal Bonneterie

Aos 30 e poucos anos, quase aos 40!

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A alto estima no dedão do pé, foi o início da artrite e a certeza que não poderia ter mais filhos.

 

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Aqui eu ainda não tinha feito movimento algum pelo meu corpo e pelo meu visual, mas já tinha começado a virar minha vida.

 

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Aqui aos 50 anos resolvi fazer um book com a mudança de visual, radical!

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Hoje aos 57 anos estou assim, mas ainda querendo fazer outra mudança, mas não cheguei  ainda em nenhuma conclusão.

 

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Minha querida Bela!

Fiquei muito triste quando soube que tinhas partido para o andar de cima, mas também soube que estavas sofrendo com as dores que essa doença traz junto com ela.

Desconfiei que algo não andava bem, pois não estavas mais respondendo minhas mensagens e nem meus e-mails, mas na correria da vida, acabei dizendo mentalmente que depois ia ligar para a Rossani Thomas para saber algo, e aí ficou tarde demais, pois partistes antes, e me senti a última das criaturas por não ter me empenhado mais em saber de ti.

Minha querida Bela, eu comecei a gostar muito de ti quando me apresentastes uns empresários no café Zh no Chalé da Praça XV, dizendo que eu era uma blogueira da Zero Hora e que gostava muito de economia. Naquele momento me senti prestigiada e notada por alguém que se importava com o outro, mas na realidade minha querida Bela, eu adorava ler tua coluna todos os dias e na verdade, vou confessar agora, não entendo muito de economia e sim entendo bastante de comportamento pessoal, mas eu fiquei feliz naquele dia e conversei com eles temendo dizer algo que te deixasse  em descrédito, mas quem lia tua coluna diariamente não poderia falar bobagem, e vi de longe teu sorriso me observando.

Depois, quando eu ia até a redação falar com as meninas dos Cadernos de Bairro, tu sempre aparecia para me dar um abraço e tomávamos um cafezinho, e tu com aquele sorriso largo, cada vez mais me cativava. Nos e-mails que trocávamos afetuosos, onde tu sempre me passando algum assessor de imprensa que poderia me interessar para meu site, isso não tem preço, porque as pessoas não se preocupam com as outras nunca, e tu sempre procurou me inserir em algo que pudesse me interessar.

Ontem me senti abalada com tua partida, ontem me senti perdida, como se não houvesse mais motivo de eu ir na redação conversar com alguém.

Minha querida Bela, não fui na tua cerimônia de cremação porque não iria conseguir me segurar e sei que tu vais me entender, pois com esse coração materno que sempre tivestes, sei que vais me perdoar. Eu quero ficar com a tua imagem na minha cabeça, quero ficar com o som da tua risada nos meus ouvidos e se tivesse ido na cerimônia do teu adeus, sei que algo iria se quebrar dentro de mim e isso eu não queria.

Minha querida Bela, que fiques em paz , descanse muito e quando puderes, dá uma risada bem gostosa para nós ouvirmos aqui da terra.

Beijos minha querida amiga Maria Isabel Hammes!

Minha querida Bela!

 

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Bela Hammes

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Bem…..

Como começar esse texto com esse título –  Uma Mulher de Programa,  já soa como uma afronta para o universo feminino e uma curiosidade para o universo masculino.

Uma pessoa próxima, conversando, começou a relatar o que o marido tinha proposto para ela – sair com uma mulher de programa esporadicamente.

Todas nós paramos e olhamos para ela ! a princípio atônitas e depois curiosas.

Aí, ela contou que devido aos anos de casados, a relação já um pouco desgastada e monótona, com sexo duas vezes ao mês, o marido sugeriu à ela que poderia arrumar uma mulher de programa de vez enquanto. Pois assim ele se aliviaria sexualmente e não ficaria irritado com ela por não fazerem sexo com mais frequência. Ele se cuidaria, usaria camisinha, não iria transar sempre com a mesma mulher e assim ela – a esposa-, não precisaria se preocupar, pois não seria traição, seria só prazer, afinal, o homem ,precisava disso mais que a mulher.

E tinha mais! o melhor de tudo, segundo ele, a família ficaria preservada e seguiria tudo bem.

Ninguém falava, só olhávamos para ela!

Ela continuou, dizendo que “de onde ele tinha tirado isso?”

Surpresa!

Em uma reunião de homens que acontece semanalmente. Um médico deu uma pequena palestra antes do almoço e disse para todos eles que isso seria um ato benéfico para a saúde do homem aposentado, quer dizer, mais velho.

Nossa amiga em questão, apesar de surpreendida com a proposta, disse que iria pensar no assunto.

A essa altura já estávamos com comichão para saber o que ela tinha pensado e respondido.

Ela calmamente nos disse que topou a oferta do marido, pois assim ele ficaria mais satisfeito sexualmente, pois ela sabia que o homem precisa de mais sexo que a mulher, mas que não gostaria de saber que dia ele iria, onde iria e que ele não esquecesse de se proteger sempre, pois na empolgação isso acarretaria muitos transtornos para a preservação da família.

Se ouvia o bater das asas de uma mosca no recinto.

Ela levantou,  disse que não poderia mais permanecer ali naquele momento e saiu abatida e com um olhar de alívio e de derrota.

Não preciso dizer que o alvoroço tomou conta do ambiente, com cada uma dando sua opinião sobre esse assunto um tanto complexo e camuflado dentro das famílias.

Esse relato é verídico, mulheres!!!!

“A pessoa me autorizou escrever sobre, mas evitando dar nomes.”

Mas eu juro por Deus, que adoraria conhecer esse médico e castrá-lo!

 

 

 

O que os homens falam é algo que as mulheres sempre querem saber, pois elas imaginam que seja somente de carros, mulheres e futebol.

Quando li o livro de Walter Riso – “O que toda mulher deve saber sobre os homens”, percebi que os homens não são tão fortes assim, como a nossa sociedade gosta de mostrar. Depois li o livro de Ivan Martins – “Alguém Especial”, tive certeza que os homens são tão frágeis como nós, mas como a sociedade impõe que eles sejam fortes, eles sofrem e se mantém fortes por fora e destruídos por dentro.

Fechei com chave de ouro hoje a tarde quando assisti o filme ” O que os Homens Falam” .

Para começar todo o enredo, fui no cinema às 14h, horário que nunca vou. Chegando lá, pedi na bonbonnière um chá e prontamente a atendente me serviu em uma xícara de porcelana e disse que não tinha problema eu levar para dentro da sala de projeção, pois o chá que pedi não seria nada elegante ser servido em um copo de isopor.

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Já, nesse momento, ganhei o prazer de ver o filme.

O filme começa com um homem-gato- siando do terapeuta e chorando, mostrando sua fragilidade que foi tratada dentro de quatro paredes com alguém que fez ele ver algo que ele não estava conseguindo ver.

Ao chegar do lado de fora, encontrou um amigo de longa data, derrotado, e se achando “o certo”, mas um trapo de pessoa em que nada dava certo, nem emocional e nem profissionalmente. O verdadeiro machão sabe tudo, ma todo errado e com um sapato furado, como tudo dentro da cabeça dele.

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Depois veio o homem fraco que traiu a mulher e perdeu ela, a casa , o filho e  a amante, e por conseguinte, toda a possibilidade de ter uma família, pelo esnobismo de se achar o tal. Resumindo, a mulher refez a vida com outro homem e quando ele se “achegou” todo lânguido para querer voltar, recebeu um simples não.

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E veio o homem abatido que sentado em um banco de praça, olhava insistentemente para um prédio.

Veio um outro homem passeando com o cachorro, bem apessoado e perguntou o que ele estava fazendo ali desolado?

Ele desfiou o rosário que a mulher o estava traindo, e que como ela era muito ingênua, ele a perdoava ( se achando o Deus). O outro disse porque ele não esclarecia tudo com a esposa e ele firmava que não, pois a culpa era do “outro” que ele não conhecia, mas que estava fazendo muito mal à ele. Resumindo, o outro desconfiou e o “traído” ao ligar para o amante da mulher, descobriu que ele estava em seu lado, no bando da praça. Para surpresa de outro, ele quis saber o que a sua mulher falava dele. e o amante, discorreu que ela via ele como um egoísta, um autoritário, um invejoso pela vida que ela levava e que nunca demonstrou amor por ela. Isso é bem inerente aos que se acham.

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E temos, ainda o metido a garanhão, aquele que tem mulher, filhos, mas que quer transar por transar, sem ao menos se preocupar com o casamento ou com aquela que divide a vida com ele.

Dá em cima de uma colega de trabalho, mas ela arrebenta, mandando ele subir para um local ermo na empresa para poderem se manipular, pois ele não tinha uma camisinha. Passou o tempo ele vi que levou o “bolo” e ela encontra ele no elevador com as outras colegas que já estavam sabendo de tudo e diz para ele levar a mulher para transar em um hotel, levar para tomar uns drinks assim como ele tinha oferecido para ela.

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E agora, quase no final do que os homens fazem e pensam, podemos ver , que vai haver um encontro na casa de um amigo, onde quase todos eles se encontram, e no caminho uma das mulheres oferece carona para um dos amigos e ao conversarem , as confidencias vão acontecendo, e a mulher do carro confidencia para o amigo que o marido é ciumento, quebra tudo de brabo, mas não demonstra para ninguém do grupo, que eles têm um livro de auto- ajuda, que os fazem levar a vida adiante, o amigo fica apavorado, tentando entende como ela fica com ele, mas ao mesmo instante perto dali, o outro casal que formam o par do casal que está conversando, também estão confidenciando os erros, defeitos dos parceiros que estão no carro.

A mulher confidencia que o marido tem disfunção erétil e que não transa com ela, já faz um tempão, mas se mostra como um garanhão para os amigos.

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Enfim, todos se encontram e ao saberem coisas um dos outros, porque as mulheres estão juntas, eles dizem:

Putz, Ferro!

 

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Com o tempo, ou melhor, com os anos, tu começa a pensar no que vale a pena ou o que não vale a pena. Com essa frase coloco aqui o pensamento da semana.

Engana-se redondamente que nossa infância não interfere no nosso envelhecer.

Tenho uma pessoa próxima que adora dizer, o que aconteceu na infância, é passado, se não deixamos isso quieto, os problemas provenientes da velhice que nos trazem essas lembranças à tona, é porque não temos mais nada importante para pensar.

Será?

Com meus pais velhos e agora doentes fisicamente, pois emocionalmente sempre foram pessoas comprometidas seriamente e criaram os filhos todos com sequelas desde as mais amenas até as mais graves, começa a infância vir a tona e a mexer com o íntimo.

Depois de longos anos, tu, fruto de uma família emocionalmente comprometida tenta relevar, mas o que estava adormecido começa a incomodar mesmo depois de tantos anos de terapia.

Por isso, o pensamento da semana é o não querer carregar mais nada pesado e sim o que eu possa carregar, porque  minhas costas estão doendo, meus braços estão duros, meu coração virou papel Machê e minha paciência e minha vida querem seguir leves, com pouco peso na memória.

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Depois de um dia cheio, vou falar sobre a fragilidade da mulher.

Vocês sabem que ando afastada das mídias sociais porque estou com uma das filhas com gravidez de risco e está aqui aos meus cuidados.

E como ela está dormindo tranquila, eu estou sozinha em casa, resolvi passar para vocês a fragilidade da Mulher. De repente, tua vida é modificada com a aposentadoria do teu companheiro, ele começa a trabalhar em casa e por conseguinte, entra dentro do universo que antes era somente teu. A administração da casa, da cozinha, das compras, dos problemas diários que sempre te pertenceram e sempre andaram de vento em poupa. Questiona tudo. Tuas saídas durante o dia, para contatos comerciais, começa a ser questionada: – Precisa mesmo sair para uma brincadeira de internet? De repente, tua individualidade é invadida por questionamentos novos e não “entendíveis”, pois sempre deram certo e sempre funcionaram, como uma máquina que as engrenagens se encontravam perfeitamente e o resultado sempre foi satisfatório. Aí, tu já começa a te questionar sobre muitas coisas. Pensamos:  vamos mudar um pouquinho, afinal a casa também é dele ! Quando tudo está andando mais ou menos, surgem problemas de saúde com um filho, problemas profissionais com outro filho, os teus pais resolvem te procurar para terem atenção, pois estão velhos demais, e tu ali, andando como uma barata tonta pela vida antes pacata e produtiva profissionalmente, mas agora como uma roda gigante, girando e parando para subir ou descer um problema. E ainda dizem que a mulher é frágil! Depois de um dia inteiro aparando as arestas de um e de outro,tentando sobreviver fazendo o que você gosta, a gente olha a casa cheia de indivíduos  e pensa: Eu criei tudo isso? A noite quando se deita para tentar descansar, o companheiro reclama de falta de atenção sexual e presencial, porém, esse mesmo companheiro, passou o dia inteiro não te enxergando e ainda por cima te questionando da administração de tudo e de todos. Sem contar o bichinho de estimação que você não queria, mas foi comprado com a cumplicidade de seu companheiro pelos filhos. E como sempre, todos foram embora, sobrou para você cuidar o pobrezinho que está muito velho e de três em três horas você levanta e troca a fralda, dá comida. Chega o dia, raiando belo e formoso pela janela de sua casa, mas você está um trapo, pois passou uma noite acordada, e ainda tem que voltar a rotina descrita acima e com um sorriso maravilhoso no rosto, senão, você é uma chata, que reclama de tudo, afinal, você tem uma casa maravilhosa, um companheiro maravilhoso e está reclamando de que?! E você faz parte do sexo frágil! Eu sempre falo que a fragilidade da mulher foi esquecida em um canto da vida feminina. Somos fortes, e muito fortes, levamos “chibatadas ” da vida e ali vamos nós, machucadas, mas firmes com um único propósito de ser feliz e ter um companheiro que nos faça feliz e principalmente acertar e nos realizar. Essa é a  mulher frágil! Dei essa escapadinha, para escrever na minha”brincadeira” de ser executiva e produtiva.

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Não preciso dizer que entrei em pânico quando atendi o telefone e ouvi – Mãe, fui assaltada!

Uma de minhas filhas entrou para a lista de estatísticas de uma sociedade insegura e doente, porém , os assaltados ficam mais doentes ainda. Minha filha não para de falar no assunto, chorou muito pelo pavor e a invasão de tudo que um ser humano pode sentir, a impotência diante de algo agressivo e irreal.

Está tudo bem, foi roubado somente o celular, que como na maioria dos jovens era de última geração, mas como disse para ela: Ainda bem que só foi o celular e não te machucaram.

Porém, sei que ficou machucada no seu interior, na sua auto estima e sua confiança nos outros. É brabo, né?

O que senti quando ouvi aquela voz chorando e dizendo que estava na delegacia, porque tinha sido assaltada, foi apavorante, me amoleceu tudo, e a vontade era de estar junto à ela para solucionar e não ter que passar por aquilo.

Acho que é coisa de mãe, tentando proteger a cria de perigos que infelizmente virão sempre pelas estradas da vida.

Foi meu desabafo!