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Atitude

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Conversando em um grupo de mulheres na semana passada, uma delas conversou comigo sobre “Onde tem cobras, se entra de perneira” – achei engraçado, mas no desenrolar da conversa, vi que era coisa muito séria.

Aqui o nome da pessoa será fictício, pois muitas pessoas a conhecem, e nossa interlocutora se chamará Alice.

No mundo individualista de hoje, estamos sujeitos a todo o momento a famosa “Inveja”, ou “puxa tapete”. É sério isso! Disse Alice.  Com o tempo, notei que existe pessoas que adoram menosprezar outras, sufocar a outra para não aparecer mais que elas ou até mesmo aquela sensação de que “teu tempo já era” agora é o meu.

A famosa palavra inveja, decapita o “tesão” da outra pessoa, porque é um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor. Quando estamos no meio de uma sociedade que cultua a juventude a todo preço, sentimos e notamos a inveja entre os acontecimentos do dia a dia.

Vejo jovens maravilhosos (as) e capazes, querendo puxar o tapete de seu  concorrente, ou até mesmo alguém que ele(a) julga ser sua concorrente. Se eles (as) soubessem que há espaço para tudo e para todos nessa sociedade enorme de idéias e de oportunidades.

Já vi jovens terem “raiva”, “desprezo” por pessoas com mais idade, por julgarem aquela igual a algum familiar seu que não deu certo.

Dá pena ver jovens querendo subir em detrimento próprio, e quem estiver no seu caminho, passa para trás com intrigas e confissões inverídicas.

Não se dão conta que o “eu” não existe sem o “tu”. Estar no meio de uma juventude que ainda não sabe ser madura, é complicado. Até porque, eles ainda não estão adaptados a esta nova realidade que é a longevidade.

Com esse pequeno papo inicial, comecei a fazer perguntas para Alice, mas tudo em uma conversa amena, porém, com um sentimento de tristeza por estarmos inseridas numa sociedade “fora da casinha”.

Eu: Como foi teu começo no meio desses jovens que estás falando?

Alice: Comecei no início do ano 2000 por acreditar que jovens nos trazem idéias ousadas e não tem medo de nada, inerente a idade.

Eu: Te decepcionastes?

Alice: Em alguns momentos sim, e em outros fiquei muito decepcionada

Eu: Em quais momentos ?

Alice: Nas vezes em que precisei apoio para assuntos que não dominava bem, e ao saber por outros que tinham falado coisas que sequer tinha pensado. É frustrante isso, pois sabemos que a inveja e o “passa perna” existe em todas as idades, mas nos jovens, eu julgava que não teria isso, até porque, essa nova geração que dizem ser a geração do Milênio, seria mais pura, mais idônea. Acho que me enganei.

Eu: Pq?

Alice: pelo individualismo que encontrei nessa tribo.

Eu: Em que conclusão chegastes?

Alice:” Onde tem cobras, se entra de perneiras” e se joga o mesmo jogo, mas protegida.

Eu acho uma pena, ver tantos jovens olhando para seu próprio umbigo e descartando quem muito poderia ajudar com sua experiência.

Mas, quero afirmar aqui, que foi nessa tribo que percebi isso, porque sei que há jovens maravilhosos e que não tem nada a ver com –“me fazes sombra”.

 

 

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Desde a década de 80 começou a pesquisa sobre o comportamento da mulher madura, como ela se comporta na famosa denominação – terceira idade, mas ainda se está com uma lacuna referente ao consumo de moda desse nicho crescente da sociedade.

Considera-se que a idade de 60 anos seja denominada de “Terceira Idade”e nos países desenvolvidos 65 anos, fato que discordo como uma “Coolhunter” principiante, pois a mulher e o homem estão nessa faixa etária muito “inteiros” e ativos na sociedade em que estão inseridos.

Acredito que a partir dos 70 anos podemos denominar como Terceira Idade em uma população de média e alta renda, porque são pessoas que tem uma alimentação mais saudável, mais condições de procurar uma prevenção de saúde e um comportamento social super interativo.

Logo, usar os termos “Idosa” e “Terceira Idade” hoje em dia, é muito delicado, pois pode deixar algumas pessoas ofendidas, porque não se sentem idosas e muito menos velha. Trabalham ainda, divertem-se muito e sua vida é muito produtiva ainda.

Assim, a Consumidora Madura hoje em dia, está muito exigente e com poder aquisitivo significativo, pois na maturidade ela já amealhou um “pé de meia”que pode fazer dela uma consumidora promissora.

Vou colocar aqui, algumas fotos de mulheres que se vestem muito bem na maturidade e que querem mais atenção como consumidoras.

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As jornalistas Annabel Rivkin e Emilie McMeekan desenvolveram uma nova plataforma digital voltada a “tribo esquecida” das mulheres maduras com idades entre 35 e 55 anos, denominadas de “Midults”. Os millennials, a geração de consumidores nascida entre 1980 até meados dos anos 90, são super paparicados pelas empresas e pela mídia mas eles não têm o poder de compra dos seus colegas mais velhos da geração Midult. As mulheres de 35 a 55 anos de idade são um dos grupos de consumidoras mais poderosas, e segundo a equipe do The Midult, essas mulheres representam de 70 a 80% dos gastos dos consumidores em todo o mundo .

Segundo as jornalistas: “Estas mulheres são bem-sucedidas, digitalmente alfabetizadas, obcecadas com o Instagram e têm muito rendimento disponível. Fundamentalmente, as suas motivações e desejos são mal compreendidos ou completamente ignorados por muitas das suas marcas favoritas.”  Emilie McMeekan acrescenta que “desde os serviços financeiros às viagens – para não mencionar automóveis e cuidados de saúde – são as midults quem detém o poder de tomada de decisão sobre muitos indivíduos das gerações de boomers, millenials e adolescentes”.

Mas quem é este novo grupo demográfico e o que é necessário saber sobre ele? Eis os quatro eixos principais da introdução às midults.

1- Proporcionalmente, há mais midults do que millennials online todos os dias, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística americano. 84% das mulheres adultas situadas entre os 35 e os 44 anos e 76% das situados entre 45 e os 54 são utilizadoras diárias de Internet, principalmente no telemóvel.

2- Enquanto isso, 82% dos millennials navegam diariamente.

3- Estão tão predispostas como os millennials a partilhar conteúdo criado por marcas e editores nas redes sociais. Além disso, 72% usam a Internet principalmente pelas redes sociais.

4- São um atalho para os boomers e para a geração Z. Porquê? Porque 47% destes elementos são financeiramente responsáveis quer seja por um pai (boomers), quer seja por uma criança (Z’s), de acordo com o Pew Research Center. E uma em cada sete destas mulheres é financeiramente responsável por ambos.

5- São movidas por pesquisas. Precisam de provas (nos motores de busca ou em fóruns de discussão onde os seus pares intervêm) antes de adquirirem um produto.

Fonte: WGSN

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Com a entrada do século XXI, muitos predicativos foram atribuídos as mulheres. Liberdade as Mulheres, empoderamento da Mulher, esse predicativo é o mais recente.

Só que tudo tem um preço, e as mulheres já começaram a pagar esse preço, cobrado pela sociedade, pelo corpo, pela família e por incrível que pareça, por elas mesmas.

O assédio ficou maior, os maus tratos contra a mulher, cresceram muito, o relógio biológico que não se pode mudar, está deixando as mulheres mais estressadas ainda, o cuidado com a “beleza”, está a cada dia mais sendo cobrado por elas e pelas outras que orbitam a sua volta.

As mulheres “são sacanas” tanto quanto o homem, mas a mulher tem um que de maldade velada nos seus atos, quando não gostam de outra. As mulheres muitas vezes não ajudam outras mulheres, porque julgam mais que o homem, e isso é fato, deixando muitas vezes elas em maus “lençóis” quando descobertas.

As mulheres acharam uma maneira de se proteger, criando encontros de networking, assim, se conversam, trocam figurinhas e se apóiam e se “unem”. Se sentem mais poderosas e mais confiantes com a formação de um grupo onde são apoiadas.

Estou tendo dificuldade de descrever o que é empoderamento, mas já se sabe que é ter poder para decidir, argumentar e ser mais “eu”.

Mas não consigo internalizar essa expressão Empoderamemto da mulher, acho muito machista e dominadora, a mulher pode e deve lutar pelo seu espaço, mas não usando e nem levantando a bandeira contra ela própria.

Mulheres precisam ter seu espaço, seus alcances profissionais, mas jamais esquecer que ela precisa ter uma família, um lar para chamar de seu.

Vejo que as mulheres que mais lutam pelo famoso predicado Empoderamento, não estão se dando conta que os anos passam e é precisam dosar urgentemente essa luta pelo poder. Homens e mulheres têm direitos iguais, mas o cuidado e a cautela são algo elementar em qualquer luta.

Ter um lar é complicado, é sim, pois ainda vivemos em uma cultura machista, mas empoderando-se como quer, a luta fica no final solitária, pois ao lutar, a mulher tem que abrir mão de seu lar com filhos e companheiros e mais tarde, quando atingir a maturidade, isso vai fazer muita falta.

Não estou aqui contra a mulher, somente, escrevendo o que tenho observado.

Essa geração que está aqui hoje foi criada em escolinhas desde cedo, pelos avôs e até mesmo alguns, pelas babás. É uma geração que tem tudo, pois a compensação acaba acontecendo inevitavelmente e isso se transforma em uma bola de neve, que prejudica exclusivamente esses jovens que estão saindo de seus ninhos para alçar vôo em uma sociedade que eles não vão gostar e vão ficar apáticos, porque não saberão acatar regras, serem empreendedores e firmarem nesse seu negócio. Qualquer dificuldade, ou um “não” dito por um superior, é motivo de saírem para começar outra coisa.

O que está faltando?

A meu ver, vejam bem, algo muito subjetivo – a falta de uma célula familiar equilibrada e com presença de “pais” para darem exemplos e regras, no futuro não teremos seres capazes de decidir, empreender e até mesmo de não saberem transmitir afeto, amor, regras, respeito.

Acredito que deveremos nós mulheres, pensar em amenizar um pouco esse famoso empoderamento que tanto se alardeia por aí.

Sinto muito se decepcionei algumas mulheres, mas aqui só expresso meu pensamento e nada diz que ele é correto para quem ler.

 

 

Nesse dia oito de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, vocês, minhas queridas leitoras estão convidadas para participarem do evento que estou promovendo intitulado “O Prazer do Espumante”.

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Dia Internacional da Mulher

“Eu particularmente sempre fui contra terem estipulado um dia no ano para ser o dia Internacional da Mulher, porém, mudei de ideia ao me dar conta de vários fatores que ainda existem e que precisamos sanar.

A violência contra a Mulher está piorando muito, o dia oito de março foi escolhido por ter sido o dia que queimaram vivas mulheres tecelãs em um galpão na cidade de Nova York no ano de 1857, só por elas terem reivindicado redução das horas de trabalho, e ter mais tempo com seus filhos. Isso ficou muito claro no filme “As Sufragistas”, porém o acontecimento menos agressivo foi na Inglaterra.  No término do filme, nas “letras finais”, viu-se, que somente no ano de 2015 as mulheres na Arábia Saudita tiveram direito ao voto, em pleno século XXI.

Por isso mudei de ideia em relação ao Dia Internacional da Mulher, temos um longo caminho a percorrer.”

Aos apoiadores que confiaram em nós para realização “O Prazer do Espumante”, agradeço de todo coração.

  • Open The Box
  • Artenossa
  • Sorveteria Arte Freddo
  • Vinícola Castellamare Vila Jansen
  • Vinícola Casa Perini
  • Emerson Nereu – Espumante Paulo Geremia
  • Chocólatras

 

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Tem me chamado a atenção nessas últimas 2 semanas, as matérias questão estampando as folhas de revistas, jornais sobre a maturidade. Depois dos 50 é ser velho?

No jornal Zero Hora da minha cidade Porto Alegre, fizeram uma matéria bem significativa de como não estamos sabendo lidar com o envelhecimento da população, e não estavam falando do envelhecimento de 80 anos e sim depois dos 50 anos.

Na revista Cláudia desse mês, eles fizeram uma matéria intitulada “O velho não quer só comida”- excelente matéria, de onde fala desde a “maturidade” – depois dos 50 anos, até os 100 anos para mais, que sita “os velhos” desse nosso Brasil que ninguém quer enxergar e continuam dizendo que o Brasil é um País jovem. O Brasil pode ser jovem em descobrimento de terras e não de população. O Brasil não se preparou com políticas públicas para esse cidadão que habita seu “seio”.

Nossa população está envelhecendo e tendo a partir da maturidade um poder de compra incrível e a nossa indústria não está se dando conta desse filão.

Tenho falado isso e alardeado por oito anos o que venho observando com a minha maturidade. Com a criação do meu primeiro site, há oito anos, que se intitulava “Nos Passos da Maturidade” falei muito, reclamei muito, mas ninguém conseguia me levar a sério, pois a palavra “maturidade” feria os ouvidos, as pessoas não gostavam, e assim foi, até que resolvi trocar o site para “Conversando com Miréia”, e nele, segundo os “analistas” digitais, eu não poderia só falar nos problemas que via e enfrentava na maturidade, pois não daria “ibope”.

Nesse site, falo de tudo um pouco, mas não consigo ficar de boca fechada em relação à maturidade e a velhice que está a alguns passos, distantes, mas está.

O BRASIL NÃO CONHECE SEUS FUTUROS VELHOS!

Agora, questão de uns cinco anos para cá ou menos, começou haver interesse por parte da “indústria do estilo” por mulheres acima de 50 anos.

Podemos ver a americana Carmen Dell’Orefice que aos 83 anos desfila, trabalha e assim como ela, temos muitas brasileiras que trabalham, são ágeis e imensamente produtivas.

Já tive muitos problemas e ainda tenho com a moda para mulheres maduras, porque infelizmente a moda é pensada, desenhada, modelada para mulheres jovens e não desenhada e pensada para mulheres depois dos 50 anos.

Uma vez conversando com uma coordenadora de uma faculdade de moda aqui do Rio Grande do Sul, perguntei se não haveria interesse em sala de aula, em ter uma disciplina para mulheres maduras? A resposta: Os jovens não gostam de trabalhar para pessoas velhas, não dá notoriedade e nem credibilidade profissional.

A indústria dos dermocosméticos está a todo vapor com criações excelentes para nossa pele, uso alguns cremes que fazem a pele ficar sedosa macia e bonita, deixando transparecer frescor, mas um frescor natural, não aquele frescor “falso”.

Gente!!!!!

O velho abriu a porta de casa e saiu!

Mais um desabafo que resolvi colocar aqui, dentre tantos que já fiz.

OUÇAM as pessoas maduras, OUÇAM os velhos!

Quando comecei a escrever e levantar a bandeira de protesto contra o “descaso” com a maturidade, eu tinha 50 anos e agora já tenho 58. Um amigo um dia me disse que me via no meio de uma multidão, dando pulos para aparecer com uma bandeira.

Deve ser porque sou da geração “babyboomer” e hoje os americanos já denominam essa geração com sendo a geração “oldboomer” – a geração que ficou velha, mas ainda contestadora.

Poderia ficar horas aqui, contestando sobre esse tema, mas prefiro conversar.

 

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Para celebrar ao Dia Internacional da Mulher, o Consulado da Espanha e Dí Rihan Bistrô,  convidam para uma Tertúlia diferente e descontraída.

O caminho não é só para homens !

Todos são convidados a participar e os holofotes estarão direcionados a peregrinas que estarão compartilhando suas experiências no Caminho de Santiago.

Desde a preparação da mochila até suas angustias, medos e conquistas neste processo de introspecção e grande aventura.

Contamos com a presença das Peregrinas:

Adriana Reis

Andréa Prestes

Erica Bier

Viviane Borin.

A conversa será bem interessante, pois nela e com o objetivo de mostrar que nós mulheres podemos não ter a agilidade e força física iguais a dos homens, mas podemos fazer o que antes era quase que exclusivo à eles. Deixar cair nossas angústias, nossos medos na estrada que será seguida e depois de muita reflexão, voltar forte, desencanada e livre para alçar voos mais altos e direcionados.

 

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Os boomers e o varejo estão de namoro. É uma geração que tem idade 50 anos para mais, estão crescendo cada vez mais no nosso mundo de hoje, e apesar do preconceito com está geração, ela tem potencial grande de lucro e infelizmente é muitas vezes, mal vista pelos varejistas.
Este ano, os Boomers irão representar 45% nos EUA, uma população com idade de 55 anos e controlam mais de três quartos da riqueza da América. Além disso, os Boomers também tem um valor estimado de US $ 400 bilhões em bens de consumo a cada ano.
Não posso aqui dar os parâmetros dos Boomers no Brasil, porque essa fatia de nossa sociedade é ignorada pelas indústrias e varejo, infelizmente.
O comportamento dos Boomers Digital, é em média de 27 horas por semana online – duas horas mais longo do que Millennials (a designação da geração dos jovens de hoje).
Eles estão comprando on-line ( gastaram mais de US $ 7bilhões no ano de 2014), e são cada vez mais ativos nas mídias sociais. Enquanto 3 milhões de adolescentes não deixaram o Facebook nos últimos três anos.
O perfil dos Boomers têm crescido 81% ultimamente e crescerá mais ainda.
As prioridades comerciais são muito parecidas com Henrys, os Boomers querem consumir na loja por preços mais baixos e em conta para eles, e consomem muito.
Este cliente é extremamente voltado para a família (essa pesquisa cita a comunicação familiar como um fator chave para o boom digital) e passa prodigamente em seus netos ($ 52 bilhões em vendas anuais).

Outra prioridade importante é que a área de marketing agora não define os Boomers como “melhor idade”, terceira idade” e sim, usam palavras como “sênior” e para os bem mais velhos de “ancião”.

Ancião, palavra que não me soou bem, mas na América, tudo é estudado, logo, deve ter caído bem para o varejo americano.

 

 

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Estar ao lado de uma mulher permite viver uma gama maior de sentimentos e expressá-los – como não se faz entre homens

Se não houvesse outra razão para gostar do convívio com as mulheres, haveria a maneira como elas são capazes de parar pela manhã diante do guarda-roupa escancarado e queixar-se amargamente de que não têm o que vestir. Usualmente nuas, com as mãos nas cadeiras, fazem um beicinho desolado. Várias vezes por semana.

Metrossexuais à parte, homens não têm esse encanto. Falta a eles sinceridade ou imaginação. Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, diz que economiza tempo e energia usando sempre a mesma cor de camiseta. Há um exemplo feminino equivalente? Desconheço.

Mulheres tendem a ser ciosas da própria aparência. Esse é apenas um dos fatos que as distingue positivamente dos homens.

Às vezes, quando estou enternecido, tenho vontade de fazer a lista das coisas que tornam as mulheres adoráveis. A cena diante do guarda-roupa é uma delas. Outra, talvez minha favorita, é a capacidade de chorar fazendo sexo. Não qualquer sexo, em qualquer dia, mas o sexo apaixonado que só se faz de vez em quando, cheio de ternura, beijos e juras pornográficas de amor.

Em meio a essa festa dos sentidos, você olha cheio de lascívia nos olhos da sua fêmea e percebe que ela chora. Por sentir-se amada, provavelmente. Ou por alguma razão inconfessável e terrível. Não importa. Você se comove ainda mais, tem vontade de chorar, mas não chora. Por ser besta, por ter algo quebrado, por ser homem.

Outra coisa que me toca é a sinceridade das mulheres diante das próprias emoções. Quando jovem, a gente se perturba com a intensidade e a franqueza dos sentimentos delas. Está tudo à flor da pele, vem aos borbotões, assusta. Com os anos, a gente se acostuma. Começa a perceber que o repertório delas de medo, tristeza, alegria, raiva é mais rico do que os áridos clichês emocionais usados pelos homens. Estar ao lado de uma mulher permite não apenas usufruir de uma gama maior de sentimentos. Permite expressá-los de um jeito que não se faz no convívio entre homens.

Alguns dos melhores momentos da minha vida foram passados ao lado de mulheres contando algo de bom que lhes tinha acontecido. A alegria delas nessa hora é contagiante. Homens raramente são capazes de se despir da soberba e de exibir surpresa com a generosidade da vida. As mulheres, que não foram criadas como príncipes, expressam melhor alegria e gratidão diante do inesperado.

É inevitável, sendo homem, amar a forma delicada como as mulheres cuidam de si mesmas. A saúde, os planos, a agenda repleta de compromissos. Sem falar dos filhos, claro. Tenho mais de uma amiga cheia de responsabilidades que, vira e mexe me surpreende com uma mensagem do outro lado do mundo. Elas procuram passagens baratas, acham tempo para viajar, organizam o pagamento de prestações. Ao mesmo tempo em que fazem todo o resto que mal consigo fazer. Tenho certeza de que todas elas se tornarão velhinhas ativas e felizes, enquanto temo pelo futuro dos marmanjos improvisadores, como eu.

Sou igualmente fascinado pela autonomia dessas criaturas. Elas florescem na companhia de si mesmas. A solidão das mulheres me parece uma clareira iluminada, enquanto a dos homens é um poço escuro. Sempre tive a sensação de que a média das mulheres está mais confortável com si mesma que a média dos homens – e isso faz diferença na hora de estar sozinha ou de lidar com a adversidade. Os homens fogem das camas vazias e dos quartos de hospitais. As mulheres respiram e enfrentam. Há algo de estóico nelas que não se confunde com a caricatura das mulheres à beira de um ataque de nervos. Quando a barra pesa, frequentemente elas são mais serenas.

Isso não quer dizer que as mulheres sejam legais o tempo todo ou que permanecerão adoráveis para sempre. Elas vão embora, nos abandonam, deixam de nos amar, se tornam indiferentes, às vezes nos odeiam com uma energia única. Não importa. Em algum lugar da nossa memória, continuarão nuas, com as mãos na cadeira, sacudindo os cabelos molhados com enorme desalento, reclamando, diante do guarda-roupa:

“Não tenho o que vestir!”. Oh, graças a deus!

 

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2014/11/so-bmulheresb.html

 

 

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Tem dias que parece que dá tudo errado, e a gente está no compasso diferente dos outros de nossa volta.

Por isso estou dizendo que hoje não é o meu dia!

Depois ter passado o dia anterior com a filha e a neta de três meses, acordei hoje e disse que não queria ver ninguém, nem almoçar com ninguém, queria um dia só para mim, um dia de liberdade e  sem compromisso.

Levantei tarde (9h), tomei meu café, li o jornal tranquila, me arrumei e fui fazer minhas unhas e depois garimpar uma agenda semanal para 2015 (não achei).

Caminhei devagarzinho até o restaurante que eu gosto de almoçar, me servi, me sentei em uma mesa para duas pessoas, me ajeitei e o garçom veio solicito perguntar o que eu gostaria de beber – em fração de segundos virei a cabeça e disse que gostaria de uma taça de espumante. Ele me olhou como se estivesse olhando um “ET” e eu repeti – uma taça de espumante!

Ainda pensei, que droga! Será que fiz um pedido muito incomum?

Comecei a almoçar e dei um gole especial na minha taça borbulhante e dourada, e ao levantar os olhos percebi que tinham várias pessoas me olhando, ignorei e continuei almoçando sozinha com meus pensamentos em ebulição. Uma conhecida passou pela minha mesa largou uma gracinha – Espumante sozinha? Comemorando! , o cara da mesa ao lado me olhou e disse para o casal, não precisa trabalhar hoje a tarde.

Fiquei furiosa e cansada dessas pessoas “tacanhas” e que não tem mais nada o que fazer, a não ser olhar para os outros!!!!!!

Hoje não é o meu dia!

Quando passei no caixa, a dona do restaurante, me parabenizou por eu estar tomando uma espumante sozinha na minha mesa e ainda disse que dava para ver que eu não estava nem aí para o meu redor, e por isso, a espumante seria cortesia da casa.

Sorri, dei um abraço nela e agradeci. Bem, um ponto positivo para o meu dia.

A tarde fui na fisioterapia, depois fui comprar um antiinflamatório adesivado (Targus), porque estava com muitas dores nas minhas articulações ( ter artrite é uma droga), como estava dentro da farmácia e o balcão estava cheio, resolvi garimpar algum produto que poderia me interessar, olhei, li alguns rótulos de dermocosméticos, e notei que o balcão estava vazio. Me dirigi ao farmacêutico e perguntei pelo adesivo, ele prontamente saiu de trás do balcão e me alcançou o produto, nisso olhei e vi que em um corredor em frente e no meio do balcão tinha uma pequena fila formada. Não entendi, pois nada estava sinalizando fila única para atendimento – bem, pensei eu, que estranho! Quando a pessoa da fila se aproximou do farmacêutico, ele pediu desculpas para a “criatura” e ela respondeu: É assim, eles acham que podem tudo!

Fiquei me sentindo uma coisa! Não vi a fila, não faço dessas de entrar em filas preferencias, mas me julgaram e deram a sentença.

Hoje não é o meu dia!

Aquilo me incomodou tanto, que voltei na farmácia depois de ter ido em outro lugar, e me certifiquei que não havia mesmo nada indicando uma fila única para atendimento, e provavelmente aquela pessoa parou para ser atendida e as outras pararam atrás, formando a fila que eu não percebi e que não é comum nessa farmácia.

Que droga!!!!!

Porém espero terminar o dia de hoje, tranquila, porque pedi para ninguém aparecer aqui hoje e mandei o marido fazer tudo que tinha que ser feito na rua e não me aparecesse cedo em casa.

As vezes preciso muito ficar sozinha e os familiares não se dão conta disso, porque acham que tu fazes parte de um contexto fixo da vida de todos!

Sou uma pessoa individual, amo ficar sozinha, fazer certas coisas sozinha, preciso de liberdade para respirar e me inspirar.

É vou ficar por aqui, pois hoje não está tudo saindo como planejei e posso escrever algo que depois seja visto como errado! hehehehehehehehe

Tchau!