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O MUNDO MUDANDO CADA VEZ MAIS

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Houve um tempo em que envelhecer era sinônimo de respeito, de conhecimento, ou até mesmo, de término da vitalidade. Cresci numa sociedade muito preocupada com a aparência estética, onde as mulheres precisavam aprender desde muito cedo a cuidarem-se para que na velhice (naquela época considerada próxima aos 50 anos) pudessem continuar vivas. Para a minha grata surpresa – e para a de vocês também, imagino – o mundo mudou. Na verdade, ele continua mudando cada vez mais!

As mudanças que ocorreram atreladas à tecnologia estão nos permitindo enxergar uma nova era prestes a mudar (literalmente) a cada instante, onde o novo já se torna velho e o conceito de velho necessita adaptar-se ao momento atual com cada vez mais frequência. Partindo desta premissa, percebemos que a maneira de consumir conhecimento, cultura e até lazer, passou por uma ebulição gigantesca na última década… Levando grandes editorias e empresas a ruína, tendo que fecharem as suas portas por não conseguirem acompanhar o ritmo frenético de um mundo acelerado.

Muitas vezes me questiono se as pessoas não gostariam de absorver conteúdos focados para nichos mais específicos, os quais muitas vezes ainda são postos à margem da sociedade e pouco ouvidos/acreditados/reconhecidos pelo poder de investimento. No entanto, sei que vivemos num aparente dilema de “contra nivelamento”, ou seja, o entendimento de que todos somos iguais, todos deveríamos ter os mesmos acessos, todos podemos fazer, etc, é cada vez mais recorrente no discurso e não tão efetivo na prática.

Para mim, esse entendimento é uma construção permanente. Não consigo, muitas vezes, compreender como a mulher poderia assumir o papel do homem quando este é sim importante para o mundo (e vice e versa). Da mesma forma, não concordo com a desigualdade feminina, racial, sexual, cultural, financeira e assim por diante. Vejo uma sociedade impositiva e muita agressiva com suas supostas regras que beneficiam alguns em detrimento de uma fala para todos… Neste caso, gostaria de ressaltar que envelhecer é sempre uma última necessidade à ser ouvida por quem pode auxiliar a quebrar barreiras e romper preconceitos, optando por ensurdecer o mundo deste assunto quando a própria biologia nos relembra que um dia todos iremos passar por este momento.

A grande pergunta que os faço é: para onde iremos daqui para frente, se o mundo continuará mudando cada vez mais?  

Eu espero que a mudança do mundo represente uma revolução de empatia. Penso muito na importância da troca, e adoro estar aberta ao novo de novo. Por isso, trago desta vez este TED sobre Empatia, com Tati Fukamati (especialista no assunto que tem ajudado grandes empresas de tecnologia a encontraram soluções humanas para o planeta).

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