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GERAÇÕES E AS SUAS DIRETRIZES GERACIONAIS

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Muitas pessoas que me encontraram ao longo dos últimos 6 meses me questionaram o que significava ageless (que eu já expliquei aqui), o porque do uso deste termo e qual a relação com as gerações, afinal, sou uma jovem senhora de 61 anos… Por isso, hoje decidi explicar um pouquinho mais sobre como o aspecto geracional define as gerações, uma vez que entende-las não significa tangenciar o comportamento por meio de um único grupo, mas sim, entender como certos grupos cuja cronologia etária, condição sócio-econômica e gostos particulares, definem o comportamento ao longo da vida em diversas fases.


 

imagem ilustrativa com dados de 2017

BUILDERS 

Antes de tudo, é importante sinalizarmos que esta percepção de estudo geracional, iniciou a partir da década de 1960, analisando o comportamento e assim, resignificando muitas das oportunidades de consumo, de melhoria social e quais os impactos poderiam acontecer a partir de determinadas percepções.

Portanto, a análise comportamental de Builders pode ser compreendida como uma geração muito cética para algumas ferramentas tecnológicas e com dificuldade de adaptação ao mundo digital, carregando consigo muitos instintos tradicionais devida a percepção de mundo passada por seus pais e avós. Alguns estudiosos classificam a geração como pertencente aos Baby Boomers;

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BABY BOOMER

É interessante percebermos que esta geração de meados de 1946 à 1964, se caracterizou por pertencer a um período pós Segunda Guerra Mundial, inicialmente estudada nos Estados Unidos. Com um grande aumento na taxa de natalidade, o famoso “boom” de filhos, a geração acabou marcada por se integrar ao contexto de retomada da economia no país.

Em paralelo é importante lembrarmos que esta geração, na qual eu pertenço e sei que muitos de vocês também pertencem, se tornou muito engajada em causas sociais, iniciando o processo de reinterpretação do papel da mulher na sociedade, trazendo consigo a necessidade de enfatizar alguns aspectos como a paz, o amor e o sexo livre… O que acabou por resultar em muitas das mudanças com as quais nossos filhos e netos convivem no dias de hoje!

GERAÇÃO X

Como comentei, os Baby Boomers tiveram muitos filhos, dando início entre as décadas de 1960 e 1980 aos pertencentes à Geração X. Caracterizada por quererem ser o oposto de seus pais, não compactuavam e pouco concordavam com a filosofia hippie ou até mesmo tradicionalista aos valores sociais.

Com um perfil caracterizado pela busca de seus direitos, fato que fez com que protagonizassem as “Diretas Já” no Brasil, os filhos dos Baby Boomers encontraram muita necessidade em trabalhar e progredir profissionalmente, no entanto, apresentam uma insegurança em perderem seus empregos ou atividades de destaque para pessoas mais jovens.

GERAÇÃO Y / MILLENIALS

Acho engraçado quando ouço que a geração dos Millenials é lembrada como a geração da inveja, pois foram eles os criadores da internet e de suas facetas sociais. Os nascidos pós 1980 até metade dos anos 1990, têm conquistado muito espaço em todos centros sociais e de comunicação, evoluindo o que entendíamos sobre TV, rádio e claro, todos os veículos impressos… Afinal, foram eles quem conectaram o On com o Off.

Profissionalmente falando, ao contrário da geração X, os pertencentes a geração Y não costumam se acomodar no que entendemos sobre “estabilidade”. São mais preocupados com a realização de seus sonhos do que a garantia de um salário provido pela monotonia… Ou seja, gostam de viajar, de estarem inclusos num ambiente mais disruptivo e entendendo que para alcançar alguns objetivos, podem ficar morando na casa de seus pais após chegarem aos 30 anos de idade.

GERAÇÃO Z

Muito mais competitivos do que os Millenials, é uma geração que apresenta características próximas aos ideais tradicionais da sociedade, convivendo em constante conflito com ideais modernos e de liberdade do corpo, da mente e da individualidade. Recém chegados a maioridade internacional (21 anos), os nascidos a partir de 1996 até 2010, já nasceram com a internet e as redes sociais fazendo parte do seu dia a dia, o que tem lhes causado a FOMO (Fear of missing out), uma síndrome que gera a ansiedade por perder algum acontecimento quando se está desconectado. Dessa maneira, costumam se dedicar ao trabalho, não tendo receio em terem chefes ou cargos maiores acima deles conforme a hierarquia, pois percebem a necessidade de se aprender e de viver com o impacto da experiência em suas vidas.

Socialmente falando, são jovens que ao contrário da geração Y, querem constituir família cedo (desconstruindo e entendendo o que são as novas famílias hoje), entendendo ainda que podem ficar solteiros por longos períodos (optando pela oportunidade de conquista individual). É uma geração que ainda está sendo analisada e estudada, pois seu impacto político, social, econômico e religioso, ainda são analisados por cientistas sociais.

GERAÇÃO ALPHA

 

Os pequeninos, como gosto de chamar, são os nascidos de 2010 em diante. São crianças que assim como os membros da Geração Z, já nasceram com a internet e as redes sociais convivendo em suas realidade… No entanto, seu hábito pelo touch screen e pela flexibilidade de ações, ainda causam certos estranhamentos cognitivos.

Acredito ser importante sinalizar que nenhuma outra geração até agora teve tanto acesso ao conhecimento humano como a que começa a se formar.


 

Esse vídeo feito pela Box1824 detalha um pouco melhor como cada geração se relaciona com o mundo. Espero que assim como me fez atentar e começar a estudar ainda mais os comportamos geracionais, também possa esclarecer para vocês!

Para mais informações, mandem um e-mail para o Matheus Vecchio ou acessem o site dele, lá vocês conseguiram encontrar ainda mais referencias sobre os aspectos geracionais e suas implicações.

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